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Instante Poesia e Cultura |
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Daniel Lima
Li (atrasado) no Estadão uma matéria emocionante: um poeta dos grandes e dos bons, que guardava poemas toda vida. Poemas da mais alta qualidade, só lidos por amigos, e que graças à estes, puderam ser publicados em um volume que acabou ganhando até prêmio. O bardo está vivinho, cultivando sua timidez nas sombras da sua cidade em Pernambuco. SeU nome: Daniel Lima. Idade? 95 anos! que viva muito mais e que seus poemas se propaguem (os amigos já querem publicar outro). O Estadão eu perdi, mas dá pra conhecer o poeta nesta outra boa matéria: http://armazemcultura.com.br/2011/12/padre-daniel-95-devolve-poesia-ao-mundo/
Escrito por Marcos Massolini às 17h52
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NÃO DÁ PÉ DE GUERRA
BANGUE BANGUE NA CALÇADA SANGUE ESCORRE PELA SALA LIGO PARA A MINHA AMADA FICO MUDO...SÓ ELA FALA JÁ FIZEMOS VERSOS SOLTOS HOJE A LÍNGUA ANDA PRESA OS AMIGOS (TODOS CULTOS) JÁ NÃO QUEREM SOBREMESA MAS HÁ FÉ NAS REDONDEZAS MUITA MÚSICA NA ESQUINA QUERO VER AS GENTILEZAS SOB A MESA DAS CANTINAS JÁ CRUZAMOS AS TORMENTAS RETORNAMOS DAS CRUZADAS NÃO SÃO TARDES VIOLENTAS QUE DARÃO AS COORDENADAS
Escrito por Marcos Massolini às 21h49
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Assentamentos
MEU MUNDO HOJE É CIMENTO MAS MEU INTENTO É NÃO ESMORECER SE DEUS PRA UNS NÃO VEM NEM COM VENTO QUE SOFRIMENTO NÃO CRER NO VIVER QUE MUNDO É ESSE QUE PASSA NAQUELE TELEJORNAL DO CASAL A MASSA QUER MESMO TANTA DESGRAÇA? NÃO BASTAM OS MORTOS EM CADA QUINTAL? FECUNDO BEM FUNDO A AMIZADE MESMO COM O E-MAIL NO MEIO TENHO AMIGOS, EU SEI, DE VERDADE! E TODA TARDE OS RICOCHETEIO... MEU MUNDO HOJE EU INVENTO O VENTO NÃO DEIXA CEDER EU SEI QUE DEUS PRA UNS É CIMENTO QUE MONUMENTO VIVER PARA CRER QUE MUNDO É ESSE QUE PASSA EM TODA REDE SOCIAL A NUVEM FAZ MESMO TANTA FUMAÇA? TELEREMOTOS EM UM SÓ TERMINAL... RESPIRO FUNDO A AMIZADE COM O PEITO CHEIO DE PLANOS E OS MEUS AMIGOS, QUE LIBERDADE! NASCERAM JÁ TEM UNS MIL ANOS....
Escrito por Marcos Massolini às 18h47
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Lã
Ovelha Avelã Haverá elã?
Escrito por Marcos Massolini às 20h06
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Agitos literários
O último mês foi bastante atarantado. Além do trabalho diário com o jornalismo e pesquIsas, consegui uma brecha para participar do encontro dos escritores do ABC da Academia Popular de Letras, capitaneada pela incansável Ana Maria Rocha, responsável pelas bibliotecas mUnicipais de São Caetano. No final do mês de junho a biblioteca trouxe como convidado especial em um concorrido chá literário, Décio Drummond de Andrade, sobrinho de Carlos Drummond de Andrade e responsável pela biblioteca do Pari. E no último dia 28 de Julho, aniversário da cidade, a Ana Maria mais uma vez conseguiu reunir um grupo pequeno mas animado de escritores no Museu Municipal, ocasião em que se fez um prazeiroso sarau da qual fiz parte com a leitura de duas poesias minhas. A caríssima Ana Maria está de parabéns, pois vem angariando escritores e conseguindo brechas na agenda cultural da cidade com o intuito de levar a literatura a um número cada vez maior de pessoas. Muitos eventos ainda virão e eu vou postar aqui o que anda acontecendo na cidade. Aliás, em novembro a secretaria de cultura, em parceria com a pró-memória, promete o lançamento de um livro de crônicas com casos e histórias das pessoas da região. Postarei por aqui também, ainda mais que um de meus textos entrarão nesta coletânea. Aguardem
Escrito por Marcos Massolini às 17h11
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Avante
Avante, avatares! Desmantelar masmorras incrementar brinquedos alforriar desforras anoitecer olhares
Escrito por Marcos Massolini às 17h03
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FOGO
Um ofegante gafanhoto e uma gafanhota fagueira engalfinham-se na gafieira
Escrito por Marcos Massolini às 13h17
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Abrigos
Nas mesas eternas do Algonquin Nas rodas do saudoso Hondas e no burbúrio encharcado do velho Chaplin Hombres embriagados e cheios de brio, desobrigam-se
Escrito por Marcos Massolini às 23h16
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Caríssimos, Cansei de deixar este meu pioneiro blog às moscas e resolvi agitá-lo com poesias mais constantes e de minha lavra. Pelo menos uma vez por semana, uma poesia minha ficará carimbada aqui. Segue a inaugural desa nova série: Acalmem-se Acampem no Aconcágua Acariciem ácaros Acantonem contêiners Acostumem-se com Aquerupitas, ACDC e acalantos Acabem-se em ares condicionados, acrópoles, acrobacias Acalmem-se
Escrito por Marcos Massolini às 08h10
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Vinicius ( sempre)
Segue uma clássica e eterna do poetinha poetão Vinicius (um presente da minha Cristalina ainda de manhã): Para isso fomos feitos | Vinicius de Moraes | |
POÉTICA (I)
De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo.
A oeste a morte Contra quem vivo Do sul cativo O este é meu norte.
Outros que contem Passo por passo: Eu morro ontem
Nasço amanhã Ando onde há espaço: — Meu tempo é quando.
Escrito por Marcos Massolini às 16h30
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Poesia ainda que tardia (ou à tardinha)
Pobre blog de poesia, tão sem poesia e vazio. Volto depois de longos meses - meses de intensa atividade jornalística e blogueira - para me encontrar de novo com meus mestres da poesia eterna. De vez em quando precisamos tomar um ar na varanda, beber uma batida de maracujá na mureta da praia vendo o sol se por no horizonte, beijar longamente quem a gente ama e poetizar um pouco a vida, sorvendo versos diversos. Já estou bem melhor.
Escrito por Marcos Massolini às 16h27
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Brasiliana USP
O incansável José Mindlin partiu há pouco de nosso planeta, mas deixou uma mina inesgotável de conhecimento, ao disponibilizar a faceta mais rica de sua biblioteca à USP. Deleitem-se com os arquivos integrais de livros raríssimos, primeiras edições e revistas culturais pioneiras como Klaxon e Revista de Antropofagia: http://www.brasiliana.usp.br/
Escrito por Marcos Massolini às 09h45
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Em frente
Depois do Carnaval, parece que a vida finalmente começa no Brasil. Vamos em frente ..... homenageio o ano e saúdo os amigos com esta bela letra do bardo Oswaldo Montenegro:
Vamos Celebrar Oswaldo Montenegro Eu gosto de andar pela rua bater papo, de lua e de amigo engraçado Eu gosto do estilo do Zorro o visual lá do morro e de abraço apertado Eu gosto mais de bicho com asa mais de ficar em casa e mais de tênis usado Eu gosto do volume, do perfume do ciúme, do desvelo e do cabelo enrolado Eu gosto de artistas diversos de crianças de berço e do som do atchim Eu gosto de trem fora do trilho de andar com meu filho e da cor do marfim Tem gente, muita gente que eu gosto que eu quase aposto que não gosta de mim Eu gosto é de cantar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar Eu gosto de artista circense de astista que pense e de artista voraz Eu gosto de olhar pra frente de amar pra sempre o que fica pra trás Eu gosto de quem sempre acredita a violência é maldita e já foi longe demais Eu gosto do repique do atabaque do alambique badulaque do cachimbo da paz Eu gosto de inventar melodia da palavra poesia e de palavra com til Eu gosto é de beijo na boca de cantora bem rouca e de morar no Brasil Eu gosto assim do canto do povo e de tudo que é novo e do que a gente já viu Eu gosto é de cantar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar Eu gosto de atores que choram ali por nós e namoram ali por nós na TV Eu gosto assim de quem é eterno de quem é moderno e de quem não quer ser Eu gosto de varar madrugada de quem conta piada e não consegue entender Eu gosto da risada gargalhada da beleza recriada pra que eu possa rever Eu gosto de quem quer dar ajuda e acredita que muda o que não anda legal Eu gosto de quem grita no morro que a alegria é socorro e que miséria é fatal Eu gosto do começo do avesso do tropeço do bebum que dança no carnaval Eu gosto é de cantar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar Eu gosto é de ver coisa rara a verdade na cara é do que gosto mais Eu gosto porque assim vale a pena a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais Eu gosto é que Deus cante em tudo e que não fique mudo morto em mil catedrais Eu gosto é de cantar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Escrito por Marcos Massolini às 17h27
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Drummond no Twitter
Putz! fiquei absorto com minha nova cria na blogosfera, o Almanaque do Malu e me esqueci do pobre e velho "Instante e Poesia". Bem, esquecer eu não esqueço nunca. Vou tentar cuidar melhor dele em 2010... E já que estou por aqui, posto uma matéria bem interessante, que vi na revista Info, sobre o lendário Drummond. segue... | Editora cria Twitter póstumo de Drummond | | * | | | "O pássaro é livre /na prisão do ar./ O espírito é livre/ na prisão do corpo./ Mas livre, bem livre /é mesmo estar morto." Versos como este, a partir do dia 7 de dezembro, estarão no Twitter póstumo de Carlos Drummond de Andrade, alimentado pela Editora Record. O perfil do poeta no site do pássaro azul ainda contará com informações sobre sua vida, aforismos, frases e outros conteúdos relacionados às suas obras e site. Para lê-lo, basta seguir @drummondrecordno serviço de microblog, que já está no ar. Tido como um dos maiores nomes da literatura brasileira e mundial, Carlos Drummond de Andrade faleceu em agosto de 1987, no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Quando vivo, Drummond publicou poesia (dezenas de coletâneas) e prosa (17 livros de crônica e contos) durante mais de seis décadas |
*(matéria publicada na versão online da revista Info - 03/12/2009)
Escrito por Marcos Massolini às 14h49
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Les Paul
O magnífico inventor da guitarra elétrica deixou o planeta há uns dias atrás. Isso me fez atiçar a memória para um antigo poema - antigo mesmo, lá pelos meados dos 80 - e um dos seus trechos dizia mais ou menos assim: "Elvis posa na parede Stones enche a prateleira Na vitrola explode um Led Com quantas Le Paul se faz uma pauleira?" Fica aqui o registro-homenagem à esse pioneiro incrível... O blog do meu amigo Rick Berlitz também homenageou Les Paul... veja aqui: http://foton-atomo.blogspot.com/
Escrito por Marcos Massolini às 09h45
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