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NADA SERÁ COMO ANTES
(Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
Eu já estou com o pé nessa estrada Qualquer dia a gente se vê Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos? Que notícias me dão de você? Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Num domingo qualquer, qualquer hora Ventania em qualquer direção Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos? Que notícias me dão de você? Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Escrito por Marcos Massolini às 20h28
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Inicio agora uma série em homenagem aos letristas mineiros, destacando obviamente Marcio Borges, Fernando Brant e Ronaldo Bastos. O primeiro foi o letrista pioneiro do Clube da Esquina, antes mesmo do eclético clube se chamar assim. Fernando Brant começou a parceria virado pra Lua: a sua primeira letra com Milton, Travessia, se consagrou no festival de 67 e virou clássico instantâneo. Ronaldo Bastos, carioca de nascença e sócio do Clube mineiro por mérito, escreveu letras preciosas para Milton mas teve o seu ápice criativo em parcerias mágicas com Beto Guedes nas suas primeiras canções em carreira solo.
Pra começo, o proprio Clube da Esquina, LP lendário de 1972, creditado à Milton Nascimento e Lô Borges, que na época foi ignorado pela crítica e pouco entendido pelo público, mas que com o passar dos anos se tornou clássico, fundamental, único. Sua fama fez vários músicos internacionais embarcarem para o Brasil, como Pat Metheny, doido para conhecer o tal "The Corner Club". O Clube na verdade nunca teve endereço físico, existindo sempre na comunhão das gravações, e principalmente nas letras e músicas desse grupo que fez historia na MPB. Separei a seguir o que considero os melhores momentos deles no famoso álbum.
Tudo que você podia ser
(Lô Borges - Márcio Borges)
Com o sol e chuva você sonhava Que ia ser melhor depois Você queria ser o grande herói das estrelas Tudo que você queria ser Sei um segredo Você tem medo, só pensa agora em voltar Não fala mais na bota e no anel de zapata Tudo que você devia ser, sem medo! E não se lembra mais de mim Você não quis deixar que eu falasse de tudo Tudo que você podia ser, na estrada Ah! Sol e chuva na sua estrada Mas não importa, não faz mal Você ainda pensa e é melhor do que nada Tudo que você consegue ser, ou nada! Mas não importa, não faz mal Você ainda pensa e é melhor que nada Tudo que você consegue ser, ou nada!
Escrito por Marcos Massolini às 20h22
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