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Com "Durango Kid", Fernando Brant prosseguia a sua "parceria paralela" com o audaz Toninho Horta, parceria que no LP anterior de 1969 ("Milton Nascimento") já denunciava sua faceta "serelepe e lépida" mas também desconcertante:
Aqui, ó!
(Toninho Horta e Fernando Brant)
Ó Minas Gerais
um caminhão leva quem ficou
por vinte anos ou mais
eu iria a pé, ó meu amor
eu iria até, meu pai,
sem um tostão
Em Minas Gerais alegria é
guardada em cofres, catedrais
na varanda encontro o meu amor
tem benção de Deus
Todo aquele que trabalha no escritório
Bendito é o fruto
Bendito é o fruto dessas Minas Gerais
Minas Gerais
É bem interessante essa "vida dupla" do Fernando Brant" com seus dois leais parceiros. Com o Milton, a densidade, a política, a paisagem. Com Toninho e sua guitarra única, a anarquia, o humor e o alegórico . Ligando-as, a nostalgia, a amizade e claro, a poesia de Minas Gerais e suas catedrais. Toninho e Fernando criaram ao longo dos anos pérolas despojadas e arejadas como "Manoel, o Audaz" (o Jeep do Fernando) e "Diana".
Escrito por Marcos Massolini às 22h01
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Esse é o LP que iniciou tudo: "Milton", 1970. Antes, portanto, do famoso "Clube da Esquina". A capa nos remete à Hendrix e é só a ponta do iceberg de influências desta bela obra. Foi aqui que o menino Lô Borges, do alto de seus 18 anos, injetou Beatles na música do Milton e teve suas primeiras musicas gravadas: "Para Lennon e McCartney (Lô Borges, Marcio Borges e Fernando Brant)", "Alunar (Lô e Marcio Borges)" e a mítica "Clube da Esquina"(Milton Nascimento, Lô Borges e Marcio Borges). Não bastasse a descoberta do Lô, ainda temos a presença de Ruy Guerra ( letra de "Canto Latino"), a comovente "Durango Kid", de Toninho Horta e Fernando Brant e a cozinha inquietante e genial do "Som Imaginário", com Wagner Tiso, Zé Rodrix, Tavito, Fredera, Luis Alves e Robertinho Silva e a participação sempre alucinante da percussão de Naná Vasconcelos. Os letristas, tomados pelos bons eflúvios, evocavam paisagens mineiras e aflições brasileiras. Seguem os destaques:
Durango Kid (Toninho Horta e Fernando Brant)
Propriamente eu sou Durango Kid Eu vim trazer, eu vim mostrar Novo jornal, novo sorriso Novo jornal, novo sorriso Propriamente dizer o só exato Pois hoje eu sou o que eu fui Não desmenti o meu passado Esse jornal é o meu revólver Esse jornal é o meu sorriso
Escrito por Marcos Massolini às 21h14
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