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Olá meus confrades de poesia. Dei sumiço de novo, mas esse blog é que nem noticia boa: comparece de vez em quando, mas vem sempre firme e de repente. Para colorir um pouco esse outubro triste, cheio de tragedias economicas e crimes hediondos, nada como o bardo Fernando Pessoa.
FRESTA
Em meus momentos escuros Em que em mim não há ninguém, E tudo é névoas e muros Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte De onde em mim sou aterrado, Vejo o longínquo horizonte Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço, E, ainda que seja ilusão O exterior em que me esqueço, Nada mais quero nem peço. Entrego-lhe o coração.
Escrito por Marcos Massolini às 10h09
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